"La vida es un milagro que nos toca vivir a cada instante,
pues es al mismo tiempo desafío y bendición
a cada mirada, cada esquina, es el ahora presente..."
Rosa

terça-feira, 1 de maio de 2012

Feito farol

A alegria que me faz sentir perto
Desperta minh’ alma, sacode a tristeza
Mexe com a aparente calmaria geral
Hoje dia de sol, o vento afagando meu rosto
Feito brisa em cantiga de amanhecer

O clarão desses olhos faz-me lembrar
De que estou viva neste instante
Feito farol iluminando meu rosto
Banhado em lágrimas azuis, teimosas,
Rebeldes num sorriso dissonante

Mas estou bem, logo logo some essa tristeza
e volta essa criança feliz, alegre,
sapeca e generosa em poesia e risos largos
a brincar de contar estrelas, de rabiscar a pele
com as mãos da ternura...feito riacho de cristalinas águas
a  lavar e enxaguar a alma intensa e desperta.

Rosa Bautista

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Benção do dia

O dia sagrado instante
de alegria 
e bençãos celestiais.

Cabe a cada ser descobrir
qual a sua parte
dessa dádiva
e ser apenas o que é 
a sua essência de SER:
Amor puro e cristalino.

Água pura da fonte que brota,
pra saciar a sede de infinito,
de amor e alegria

os sonhos possíveis, reais,
mágicos de sol 
e novidade de aurora.

Água pura para expandir os caminhos,
essência clara e luminosa
abundante, presente
tal qual cristal de sol
que em ti brilha e se mostra
plena de amor
em transparente melodia
feito prece.

Linda prece,
louvação ao AMOR que tece
a nossa vida em fios delicados,
coloridos, únicos
com as mãos...

gratidão

elevação de pensamento,
atitude e energia de partilha
e alento fundamental
na sintonia
do dia que sagrado é
neste instante de sol.

Rosa Bautista
//escrito a quatro mãos e dedicado à amiga
Aldluz de sol com todo carinho.  Bjs de luz//

domingo, 8 de abril de 2012

Anjo de asas brilhantes

I
Anjo de asas brilhantes
Presença alegre, sutil ternura
O silêncio eloqüente
Conexão cósmica evidente
Em altas vibrações de radiante luz.
II
O dia após dia viver
Singela e docemente
Conectado à força da natureza viva
De amor  e candura a cada instante
No agora pulsante, vivificante.
III
Sagrada vivência de sol e mar
Em tom estelar, solar ressonância.
Inebriante emoção feito riso,
Cantiga de roda,
Criança cósmica
Brincando espontânea
Ao luar, livre, luminoso.
IV
As ondas do mar,
A brisa, a sonoridade cantarolante
O coração a céu aberto,
Os olhos despertos, atentos
Debruçados na janela da emoção
Qual canção primeira
Em maresia azul, brancura de sol,
Alegria, primavera
O coração convida...
V
O azul sempre se faz presente
Nesses dias, amor
o infinito desses olhos
de ternura
imensos, intensos.
VI
Extasiando a razão,
soltando as amarras do corpo
na melodia que abraça a pele
do dia que amanhece em paz
e harmonia.

VII
Anjo de asas brilhantes,
cintilantes,
estonteante de ternura
de mar,
alucinante,
 presente!
                                                                                              
                                                                                              Rosa Bautista    

sábado, 24 de março de 2012

Breves são todas as cenas

Breves cenas ou cenas breves?
Que são as cenas senão breves instantes de brisa leve,
 de leve enlevo, breve, brevíssimo,
quase um verso travesso?...

Na mistura das cores, aromas, sabores,
Geografias e canduras,
Breves sentires,
Sutis nas luzes,
Quase um sopro no cangote
Da doçura...
Breve, suave feito brevidade..hum
Delícia!

O que são breves?
As cenas, as dores, os amores,
A sagrada presença da beleza?
A delicadeza do encontro
Neste instante?

O instante a cada piscar de olhos
Me invade os olhos, os ouvidos, os sentires
Sentindo, pulsando, vivinhos ao vivo,
Eu da platéia me transporto ao palco
Num fio de singeleza breve,
Mágico e solene.
Encantado!

Vejo, sinto cenas, breves cenários,
Fragmentos, retalhos de folhas,
Bolhas de sabão coloridos,
Pessoas, aromas de flores, amores idos,
Vividos, chegando...enfim!

Reencontro vales, mosteiros, bibocas,
Sons d’ alma minha vibrando
Junto ao peito, aos olhos sem piscar,
o tango, a modinha, a cantiga de roda a girar
mente afora, alma adentro, amor

Breve o instante que se urge mostrar
Tal  qual o riso, a risada e  o som da voz
De quem se ama, se sente saudade, se quer coladinho
À alma sempre...

O silêncio eloqüente, cena para quem apenas sente a vibração
do sentir mais fundo, não importa...o que fica são
Os instantes brevíssimos,
Cheios de significado e emoção
Feito canção, lágrima ou poesia

Que eu, refazendo algumas cenas
Que de tão breves me refazem o cotidiano
Num flash de harmonia, respiro, enfim!
Instante mágico,
Breve cena da vida costumeira,
Porém com um tom de arte, artesanato
Arte feito a mão, a quatro mãos, com a alma
Generosa de aromada floresta, seresta, de canção ao luar...
Dessa arte que sara as feridas e recompõe a alma
De quem estava adormecido,

Note que  a vida tem o seu fragmento de encanto,
Recorte de breve cena de um sonho possível,
Compartilhado,
Desperta o carinho e os aplausos da platéia
Sedenta de breves porém mágicas cenas
de bom humor e emoção incontida

Pois a vida é bela mas também breve...

Em cena vejo a janela da emoção,
A sagrada entrega de claro-escuro e solar encantamento
De amor pela arte breve de saber no sabor de viver e iluminar
A consciência do lugar mesmo que as cenas sejam breves
Porém presentes de significado e alegria
No breve espaço de sentir – pulsar - dizer –saltar
Viajar...enfim
Nesta breve cena que hoje te comove
Em cena, amor.
Breve volto te ver, não chores.

Rosa Bautista 
//Dedicado com carinho a quem faz e prestigia
o quarto Festival Breves Cenas de Teatro
em Manaus//

domingo, 18 de março de 2012

Tempo de brilhar

Tempo
Não há como segurar o tempo
Só sei que o tempo corre,
Voa, perpassa os dias,
escorre por entre os dedos...
os instantes menores,
Os longos dias...

Mas há tempo pra tudo
De nascer, de despertar,
De renascer, de se refazer,
Se reinventar, redesenhar os sonhos
(quase) esquecidos...
Latentes, encarinhados.

Tempo de sorrir,
De viver, abrir  as asas,
 respirar de novo,
Florescer...perfumar.

Tempo de amar
Ser o que realmente somos
Na força e na ternura de estar vivos
E abençoados
Pelas trilhas do caminho
Rumo ao Sol maior,
Assim nas trilhas
Do próprio tempo
Pois também é tempo
Bom de  se cuidar da vida,
De escrever uma nova partitura
De amor e sabor a poesia fresca
Nesta manhã de sol e alegria
Que promete brilhar
De tão vivo...

Rosa Bautista